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OPINIÃO

Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - Rio de Janeiro - 25-28 de Novembro de 2008.

 
Publicada em [01/12/08] 

Acabou em samba, literalmente,  o III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes! A Sra. Carmem Oliveira,  organizadora do evento, que após falar em "solidariedade para com a população da Índia, devido aos atentados e  inúmeros mortos", evocou Gandi como quem nos ensina o caminho da paz, falou em fazer minutos de silêncio, mas declarou que o melhor seria "energizar" o ambiente  e fez entrar no palco sambando e rebolando,  meninos e meninas de todas as faixas etárias, como também adolescentes (a maioria pré-púbere e no início da adolescência), pessoas  a partir de, aproximadamente,  4 anos de idade. Não há mais silêncio, não há mais respeito à dor do outro, não há mais sentido  para a vida, os valores morais e sociais estão sendo desconstruídos, desqualificados, especialmente os religiosos cristãos, novos valores estão sendo impostos. O Rio de Janeiro, mostrou para o mundo como o brasileiro amortece a dor, o sofrimento, entregando as suas crianças e adolescentes à erotização precoce.

 

As meninas mulatas, em sua maioria,  símbolos sexuais do Brasil, com roupas coladas ao corpo, mini shorts e uma delas pré-púbere, com uma saia bem curtinha exibia na parte de baixo, a sua roupa íntima. As crianças que sambaram de forma sensual foram as mais novinhas, as  meninas maiores estavam vestidas de baianas. As bem pequenas, além de sambarem, simularam cenas de sexo e quase sexo com os meninos, numa escola de samba composta somente por crianças e adolescentes que foram expostos como mercadorias para os 170 países presentes fotografarem, filmarem, inclusive, alguns  estrangeiros se  abaixaram à procura do melhor ângulo para ver a calcinha da pré-púbere rebolante, esbanjando sensualidade!

 

Após a saída dos meninos do palco, eles mesmos convidaram os presentes para fora das dependências do grande salão, onde milhares de brasileiros e estrangeiros foram para as suas casas e hotéis, dada a voz de encerramento do evento. Tenho esperança que a maioria dos congressistas tenham saído  "somente" com a sensação estranha do quão contraditória foi esta apresentação final da "cultura erótica brasileira" e não acompanhados das crianças e adolescentes. Espero que as crianças e adolescentes tenham ido para os seus lares e para a companhia dos seus pais e responsáveis, com segurança. Após a última música do samba, dois meninos começaram a tocar o "chorinho: brasileirinho", mas nem terminaram, pois o salão se esvaziou, rapidamente, todos atrás dos "sambistas mirins".

 

Neste III Congresso Mundial, compareceram  3.145 inscritos formais, mas foram estimados 3500 participantes,  segundo o  Ministro Paulo Vannuchi, presente neste encerramento. Só faltava o Exmo. Senhor Ministro ter discursado  que é um direito humano crianças e adolescentes se apresentam erotizados em escolas de samba e convidarem os Congressistas do III ENCONTRO MUNDIAL DE ENFRENTAMENTO DA EXPLORAÇÃO SEXUAL, brasileiros e estrangeiros,  para continuarem o "samba" lá fora com elas!

 

A Décima Primeira Conferência de Direitos Humanos está marcada para acontecer em Brasília, DF, de 15 a 18 de dezembro de 2008. Vamos ver de que forma serão mostrados os ecos deste III CONGRESSO MUNDIAL DE ENFRENTAMENTO DA EXPLORAÇÃO SEXUAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES. 

                                                   

A CULTURA BRASILEIRA, CARIOCA

 

Utilizei o termo "CULTURA BRASILEIRA" porque foi a explicação dada pela senhora  Carmem Oliveira, quando saí do auditório, atônita com este momento final. Tendo encontrado-a em meu caminho,  certamente não podia deixar de compartilhar com ela o que sentia naquele momento e expressei a minha dor, percepção, indignação, pontuando para ela a contradição do encerramento do Congresso com a proposta do evento e ela me respondeu que esta é a "Cultura Brasileira", que "não podemos mudar a nossa cultura". A Sra. Neide Castanha, uma das pessoas que estavam  na mesa no encerramento neste III Congresso Mundial, apresentada como representante da sociedade civil, foi muito aplaudida pelas crianças e adolescentes presentes,  quando do seu pronunciamento. Ela estava próxima quando eu falava com a Sra. Carmem, e eu esperava dela uma fala diferente por parecer tão querida do nosso público alvo, mas levei outro "fora", pois a sua voz fez eco à fala da Sra. Carmem:  é a "cultura brasileira!". É como se eu não tivesse entendido ainda: "faz parte da cultura brasileira, Rozangela"! Ainda assim, apertei as mãos delas como quem implorando para que elas repensassem isso, pois pareciam querer se livrar de mim para irem para "uma reunião" e eu insisti para que elas avaliassem esse final da programação na tal reunião.  Além da resposta delas fazendo referência à "cultura brasileira" fui embora com o eco das outras frases pronunciadas por elas: "não vai dizer que os pedófilos vão ficar provocados com isso! Ninguém ensinou para elas a sambarem desta forma!". Eu já ouvi estas frases, ditas por outros movimentos sociais para a liberação sexual. "Eles" (pedófilos) "têm que aprender a  se controlar, a olhar e não erotizar,  é a cultura brasileira!" Mas, pensem comigo: como ninguém ensinou? Provavelmente,  estas meninas nasceram no Rio de Janeiro, na "cidade do samba". Nasceram sambando? Precisamos rememorar os conceitos da psicologia da aprendizagem! Não acreditei no que ouvi! E quanto aos pedófilos, não existe "um tipo de pedófilo", será que só eu sei disso? A coordenação deste evento não sabe que qualquer pessoa pode ser autora de abuso sexual contra a criança e o adolescente? Eles não sabem que o ser humano é um ser sexuado e que cenas de sexo, quase sexo, pornografia, podem estimular os órgãos dos sentidos humanos e deixar pessoas excitadas sexualmente e estas, depois,  vão descarregar as suas tensões sexuais, com quem estiver disponível,  e que sempre encontram crianças e adolescentes, pessoas que não estão prontas físicas e nem emocionalmente para os apelos sexuais! Será que não percebem que as nossas crianças e adolescentes são potencialmente as pessoas mais vulneráveis, em situação de risco, diante de adultos erotizados ou que interpretam o comportamento delas como que pedindo sexo? Uma congressista, representante de uma outra instituição, da Bahia, testemunhou a cena e foi solidária para comigo, dizendo que enfrenta o mesmo problema na Bahia e que é para eu  ficar firme e continuarmos  a nossa luta! Pedi-lhe o seu e-mail, e esta me deu o seu cartão, além de um abraço confortador! Que alívio! Nem todos pensavam como as Sras. Carmem e Neide, neste Congresso!

 

FENASP no III CONGRESSO MUNDIAL DE ENFRENTAMENTO DO ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

 

Tenho viajado por todo o Brasil, juntamente com a JORNADA EVANGÉLICA EM DEFESA DA VIDA E DA FAMÍLIA, coordenada pelo FENASP, sendo o seu mentor, o Deputado Federal  Henrique Afonso-AC , conselheiro nacional do FENASP. O tema que trato enquanto preletora nestas Jornadas é "A Pedofilia", e em meu discurso tenho conscientizado o povo brasileiro acerca da "normalização do abuso sexual" no Brasil e no mundo. Também escrevi um recente artigo sobre o tema, a pedido da assessora parlamentar do Deputado Henrique Afonso, Dra. Damáres, que também compõe a vice-presidência do FENASP.  Neste mês de novembro, fui preletora num seminário promovido pela Secretaria de Segurança Pública da Câmara dos Deputados Federais, devido a mais de 20 anos trabalhar com sobreviventes de violências de todo o gênero, especialmente as sexuais. Neste seminário discursei sobre "Os Efeitos do Abuso Sexual" e pontuei a banalização do abuso e a sua "normalização" como um dos seus mais perversos efeitos. O abuso contra os meninos, ainda é invisível e mais banalizado ainda que o contra as meninas e, este,   gera nos sobreviventes agressividade contra eles mesmos, contra outros  homens e contra as mulheres, além de ambos os gêneros desenvolverem vários transtornos sexuais e comportamentais,  alguns a homossexualidade.

 

Durante este III Congresso Mundial, no Rio, fizeram-se presentes três representantes da diretoria nacional do FENASP: o Pr Claudio Rufino, líder da Campanha Nacional Contra a Pornografia, do Ministério Grei: www.ministériogrei.com.br (convidem o Pr Claudio para fazer uma Campanha em sua comunidade – ele escreveu um livro chamado "Batalha contra a Pornografia"); também foi ao III Congresso Mundial, o Exmo. Sr. Deputado Estadual de Rondônia Valter Araújo, que também compõe a vice-presidência do FENASP, homem batalhador em prol da defesa e garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes; e eu, secretária do FENASP, também presidente da ABRACEH-ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA: www.abraceh.org.br; http://rozangelajustino.blogspot.com

 

 

MULHER,  BRASILEIRA, CARIOCA

 

Enquanto escrevia este artigo, recebi uma importante mensagem no Pr Renato Vargem que pode ser vista no site: http://renatovargens.blogspot.com/2008/11/muito-prazer-rio-de-janeiro.html , onde ele relata que "uma pesquisa que mapeou o comportamento do brasileiro na cama mostrou que eles estão fazendo cada vez mais sexo sem se preocupar em ter um envolvimento afetivo com o parceiro. Dos homens entrevistados, 75,8% confessaram que colocam amor e sexo em lados separados da cama. Os cariocas foram os campeões: 82,7% deles afirmam que transam muito e sem qualquer compromisso numa boa. Os dados sobre o comportamento sexual do brasileiro foram revelados na pesquisa Mosaico Brasil. Coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade (ProSex) do Hospital das Clínicas de São Paulo, o levantamento ouviu mais de 8.200 brasileiros de dez capitais".

 

A pesquisa não revela se os homens estão se relacionando sexualmente com mulheres ou com outros homens, mas todos nós sabemos que uma mulher, originária do Rio de Janeiro é vista em outros Estados Brasileiros e no exterior como símbolo  sexual. Sou constantemente interpelada pela referência ao carnaval do Rio. Parece que as pessoas imaginam que, no Rio, sambamos e vamos à praia como vestes mínimas, diariamente! No inconsciente coletivo, as mulheres brasileiras, especialmente as do Rio são consideradas fáceis, vulgares, sensuais, o que não é verdade! Mas quem está propalando esta mensagem enganosa a respeito das mulheres brasileiras e cariocas, de forma generalizada?

 

A "cultura carnavalesca brasileira carioca" denigre a imagem da mulher brasileira  sujeitando-as a  assédios diversos, apenas por morar no Rio de Janeiro. As violências sexuais de todo o gênero e agressões físicas pelos homens são relatadas por muitas mulheres que acham que se é carioca tem que estar disponível! Não podemos tolerar mais isso! Se sambar, rebolar simular cenas de sexo e quase sexo, é cultura, precisamos mudá-la! Devemos priorizar a sua erradicação se quisermos verdadeiramente exterminar o ABUSO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DAS NOSSAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES, para não falarmos do tráfico de mulheres!  Não adiantam Congressos Mundiais de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, e não terão fim as CPIs da pedofilia, se  continuarmos trabalhando na superfície e, sutilmente,  ESTIMULARMOS O ABUSO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DAS NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES, em nome da cultura brasileira! É preciso cortar o mal pela raiz: a cultura erotizada tem levado as mulheres a serem vistas como mercadorias, assim como também as nossas crianças e adolescentes! Esta cultura do abuso e exploração sexual já chegou, inclusive, a atingir os homens que desenvolveram a homossexualidade!  Neste congresso chamou a nossa atenção as estatísticas que mostram que os homens são os maiores agressores, as mulheres vítimas,  mas está tendo mais visibilidade os abusos de homens contra meninos, ou seja, os abusos homossexuais. Certamente, em outras nações a liberação sexual vem se manifestando de outras formas, mas, no Brasil, reconhecemos que as "festas carnais" é uma das mais expressivas formas de estímulo ao abuso sexual contra a mulher, especialmente  contra os meninos e as meninas brasileiros!

 

Todos nós sabemos que há interesses políticos e econômicos por trás da  exploração sexual, que inclui o tráfico de seres humanos para fins sexuais/comerciais. Fica no ar a pergunta? Será que o Brasil quer mesmo combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes?  Por que o Brasil sediou este Congresso Mundial e por que, no Rio de Janeiro?  Partindo do princípio de que interessa ao poder público brasileiro o combate ao abuso e à exploração sexual das nossas crianças e dos adolescentes, não poderíamos, então,  ter transmitido para as demais nações uma face menos sensual das crianças brasileiras? Por que deixar os congressistas brasileiros e estrangeiros de todo o canto da terra sairem com a impressão de que nossas crianças estão disponíveis para o mercado da exploração sexual?  Foi intencional ou o nosso país está enfermo? Não quero evocar a Classificação Internacional das Doenças, nem os tratados de psiquiatria para fazer um diagnóstico, mas esta dupla mensagem nos remete a olhar para o Brasil como um país enfermo do ponto de vista moral e sexual.

 

O PRESIDENTE LULA E OS RELIGIOSOS

 

O Deputado Valter Araújo e o Pr Claudio Rufino participaram do III Encontro Mundial desde o início, e eu, somente na quinta e sexta-feira. Trocamos idéias e observações nas diversas oficinas que circulamos. Parece que,  no discurso acalorado do presidente LULA neste Congresso passou para o público o seu incômodo para com os religiosos. O  Presidente LULA aproveitou para  jogar uma pedra, num tom acusatório,  quando declarou que "os religiosos são hipócritas" quanto ao abuso e à exploração sexual das nossas crianças e adolescentes", parecendo nos responsabilizar por ela. (?)  Esta fala do Presidente LULA  mostra-se um tanto contraditória. Por um lado, o Presidente pede tolerância para que os religiosos votem em seus candidatos que promovem a liberação sexual no Brasil, como a Marta Suplicy, que implantou em sua última estão, segundo os jornais, a  masturbação para bebês em  creches públicas. Marta foi derrotada nas últimas eleições, para a glória do Senhor Jesus! Por outro lado, penso que o presidente está pedindo o nosso auxílio, ele quer que participemos mais destes eventos contribuindo com os nossos valores!

 

Quanto a isso, concordo plenamente com o Presidente Lula, pois a representação da igreja foi mínima neste Congresso Mundial de enfrentamento da  exploração sexual. Houve, inclusive, uma oficina para o diálogo com os religiosos e no relatório final foi pontuada a necessidade da participação de religiosos neste evento. Mas, também, que tipo de religiosos querem que estejam incluídos neste projeto de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes? Os doutrinados pela militância "queer", nos dos cursos de especialização, mestrado e doutorado onde são ministrados para eles a teoria da desconstrução social?  Ou será que  "as pedras estão clamando", pois, inconscientemente, o Presidente pode estar reivindicando a necessidade de maior participação dos religiosos, para ajudá-lo a conter o avanço da liberação sexual que vem sendo promovida pelo seu governo e assessores liberais sexuais?!!! Podemos também fantasiar que o presidente Lula pode estar denunciando que entre os religiosos há também os comprometidos com o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, mas se isto ocorre não é a maioria. Estes casos precisam ser investigados e estes pseudo religiosos punidos,  conforme a lei.  Fiquei com muita vontade de ter um encontro com o Presidente LULA e se alguém puder me aproximar dele para uma conversa, agradeço, pois não podemos viver de fantasias e suposições e sim olhar olho no olho e saber o que o Presidente quer, afinal,  com tantos pronunciamentos e referências aos religiosos!

 

O que temos visto, é que o  presidente LULA tem uma assessoria de primeira para promover a liberação sexual no Brasil, onde a livre expressão, orientação e diversidade sexuais são promovidas em seu governo, e a última investida que chegou até o meu conhecimento foi a distribuição de camisinhas, DIU, pílulas do dia seguinte (abortivos), sem receita médica,  para as crianças e adolescentes, além de pênis de borracha. Esta notícia está no blog da ABRACEH. Afora isso, temos cartilhas incentivando a prostituição e o homossexualismo distribuídas para as nossas crianças, a mais famosa cartilha tem o título: "Ser travesti" – encontrada nas escolas brasileiras, ensinando como o travesti deve se preparar para "receber os seus clientes" . Reforçando: esta cartilha foi distribuída para crianças e adolescentes! Podemos concluir, então, que isto significa que o governo brasileiro tem ensinado nossas crianças e adolescentes a se transvestirem e a se prostituirem? Já é do nosso conhecimento a existência de outras "cartilhas educativas" visando a liberação sexual das crianças e adolescentes, além da sua livre expressão da orientação e diversidade sexuais!

 

Numa visão mais otimista dos fatos, penso que o Presidente LULA pode estar dizendo para os religiosos que ele já se sente impotente e que nós precisamos fazer algo para contribuir para a mudança da situação do Brasil, das nossas crianças e adolescentes. Lógico que reconhecemos e nos preocupamos com a possibilidade de, no Brasil, estar havendo uma  conspiração para que o abuso sexual contra a criança e o adolescentes sejam banalizados. A forma com que o foi encerrado o III CONGRESSO MUNDIAL DE ENFRENTAMENTO DO ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTES parece denunciar isto. Não estou com isso, querendo acusar os organizadores do evento, mas sim dizer que eles foram protagonistas da realidade brasileira e mundial, mostrando, no caso do Brasil, o quanto a cultura brasileira carioca carnavalesca contribui para o abuso e a exploração sexual das nossas crianças e adolescentes, numa análise institucional e social mais ampla.

 

 

OFICINAS QUE PARTICIPEI NESTE III CONGRESSO

 

No encerramento do Congresso, fomos informados que  o povo brasileiro poderá acessar o relatório final deste evento e apresentar sugestões  e também terão o filme de todas as oficinas, de todo o evento. 

 

Em duas das três oficinas que participei, compartilhei a minha preocupação com o apoio do Governo Federal ao movimento da liberação sexual, especialmente os feminista e pró-homossexualismo, pois entendo que estes movimentos sociais comprometem os direitos das crianças e dos adolescentes.

                                              

PRIMEIRA  OFICINA:  "Sexualidade e Direitos Sexuais de Crianças e Adolescentes"

 

Fiquei engasgada nesta oficina – não falei nada e não foi dado espaço para debates. A Sra. Eva Faleiros, do CECRIA-Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes), uma das preletoras,  declarou que "temos que ter na equipe, trabalhadores do sexo, pois 'eles sabem', o que nós não sabemos, ..."   como também em meio ao seu discurso declarou que "precisamos incluir as feministas e o movimento GLTBS em nosso trabalho" ....? Pasmem! Temos que incluir? Não! Eles já fazem parte deste movimento, pois os discursos dos brasileiros que estão "enfrentando" o abuso e exploração sexual das crianças e dos adolescentes brasileiros são os mesmos do movimento da desconstrução social – 'queer' (v. referência sobre o movimento 'queer' no artigo sobre "O QUE ESTÁ POR TRÁS DO MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO?", no blog: http://rozangelajustino.blogspot.com)

 

Também no discurso da Sra. Eva, esta  declarou que não podemos falar de exploração sexual de adolescentes da mesma forma que com crianças, pois "o adolescente é menos frágil, tem condições de fugir de casa, de enfrentar uma violência, ... o adolescentes está com a sexualidade a mil, com as fantasias, ... O Plano Nacional tem que fazer este recorte..."  Nas entrelinhas é como se a Sra. Eva desse o seu recado:  "nossos adolescentes precisam ser liberados para as relações sexuais – já estamos fazendo a nossa parte: camisinhas, pílulas do dia seguinte (abortivas),  estamos com projetos de leis para as meninas fazerem aborto, se engravidarem, ..."!!!

 

O governo brasileiro, e a Sra., Eva Faleiros,  não consideram o adolescente uma pessoa ainda em processo de desenvolvimento, como pontua o Estatuto da Criança e do Adolescente, mas uma pessoa pronta para as relações sexuais. Existe uma pressão no Brasil para que haja lei para baixar a idade de consentimento e para que adolescentes possam livremente expressar a sua sexualidade. Conclusão: parece que o CECRIA, vem sendo influenciado pelas feministas, que em sua maioria vivencia o lesbianismo, além dos chamados ativistas gays (movimento pró-homossexualismo), que estão preparando terreno para que adolescentes, ou seja, pessoas acima dos 12 anos possam ter relações sexuais, livremente.

 

Segundo a Sra. Eva, as estatísticas já mostram, que crianças com menos de 8 anos já estão sendo usadas como objetos sexuais no Brasil: "É mais precoce no Brasil", segundo ela. "Trabalhamos com prevenção de adolescente, mas não com crianças, com a família de crianças."  Se formos na raiz do problema vamos conseguir um trabalho preventivo e eficaz,  Sra. Eva Faleiros!!! Precisamos mudar a 'cultura  que promove a liberação sexual' no Brasil. Não podemos alimentar a indústria pornográfica  de todo o gênero, não só a infantil, pois estes adultos erotizados vão sempre encontrar crianças e adolescentes para molestar. Não podemos dar visibilidade ao carnaval e nem às passeatas gays, que mostram a pornografia ao vivo. Também não podemos incentivar o aborto e nem  levar meninas ao aborto químico, distribuindo pílulas do dia seguinte, pois é um crime! Não devemos promover o homossexualismo, para evitar o crescimento populacional, mas,  sim, a abstinência sexual como medida de prevenção, pois esta já está sendo considerada a medida de preventiva mais eficaz, segundo estudos mais recentes.

 

Exmo. Sr. Presidente LULA! Nós, religiosos, precisamos ser incluídos nesta discussão, não para sermos doutrinados para a liberação sexual, como os Senhores já estão fazendo através das pessoas que se prostituem, e nem pelos homens e mulheres que vivenciam a homossexualidade,  Exmo. Sr. Presidente LULA! Não entregue o nosso povo ao mercado da prostituição! Proteja, verdadeiramente, as nossas crianças e adolescentes, com medidas eficazes, que incluam valores morais e cristãos, não liberais para a livre expressão da orientação e diversidade sexuais!

 

No carnaval e nas passeatas gays, há a participação de crianças e adolescentes. Muitos pedófilos levam crianças para estas "festas" para transformá-las em "brinquedos sexuais" depois. Encontram nestas "festas" uma grande oportunidade de mostrar para as crianças e para os adolescentes, com o aval do poder público,  como eles querem que elas se comportem na relação sexual com eles. Muitas destas imagens do carnaval e passeatas gays são transmitidas simultaneamente pela  TV e internet, onde é socializada a "cultura erotizada brasileira" dentro do território brasileiro e estrangeiro. Eu já filmei uma passeata gay em Niterói-RJ, cidade em que nasci. Os Senadores Crivela e Magno Malta têm uma cópia deste filme, além de vários Deputados Federais e Estaduais. Em Niterói o sexo é livre,  pós passeata,  de tão erotizadas que as pessoas ficam e depois, crianças e adolescentes vão para a Praia de Icaraí com os adultos, participar das orgias sexuais, ao ar livre! O filme da passeata gay,  revela como o apoio do governo federal ao movimento gay tem corrompido as nossas crianças e adolescentes,  levando-os à erotização precoce e a práticas sexuais até antes dos 8 anos como a Dra. Eva do CECRIA revelou. Nestas "festas da carne", denominadas "manifestações culturais", "anti-discriminação e preconceito" há espaço para bebidas e para a utilização de drogas, entorpecendo não somente os adultos como também as crianças e os adolescentes. Desde a tenra idade estes seres humanos mirins vão aprendendo o "samba", e se envolvem com as drogas e a prostituição.  Os adultos lucram com a sua exploração sexual, e os pedófilos vão dizer que elas, as crianças e os adolescentes, "pediram sexo". Mas quem introduziu as crianças e os adolescentes na "cultura erótica" foram os próprios adultos, muitos de forma inocente, mas, em sua maioria, os  potencialmente pedófilos, ou quem tem interesses econômicos na exploração sexual dos mesmos. Não podemos deixar a liberação sexual de crianças e adolescentes se tornar parte da "cultura brasileira".

 

Retornando às oficinas. Na mesma oficina em que participou a representante do CECRIA, o Norueguês, Bjorn Bredesen, do Grupo de Trabalho pela Cooperação sobre crianças em situação de risco WGCC na região do Mar Báltico, Ministério da Criança e da Igualdade, passou a impressão de ser uma pessoa que trouxe seriedade a esta oficina quando apresentou o seu trabalho de pesquisa de grande valor nas campanhas de prevenção com relação ao tráfico de crianças e grupos que podem ter sexo com crianças. Mas confesso, que pouco consegui ouvir o norueguês, pois estava muito impactada com a postura da brasileira, representante do CECRIA e eu ainda não sabia a bomba que estava para ouvir mais adiante.

 

Começou a falar a jovem Andrea Tuana Nageli, dos "Gurises Unidos". Neste evento,  observei que vários adolescentes e jovens "criaram" associações para "promoverem os seus direitos". Andrea se referiu a existência de um COMITÊ DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

 

Recebi um recente e-mail de notícias globais, v. site da ABRACEH: www.abraceh.org.br, que fala acerca da parceria da IPPF, a multinacional da morte,  com a ONU, cuja estratégia é organizar os adolescentes e jovens para facilitar a liberação sexual dos mesmos, em nome dos Direitos Humanos. Utilizam termos como: "educação para a saúde reprodutiva" para enganar os jovens e seus pais, mas na verdade o propósito é criar associações para emancipá-los, treiná-los para fazerem cumprir o maior propósito dos países desenvolvidos e dos que se sentem "donos do mundo": o controle de população para o domínio dos mais pobres, dos países em desenvolvimento.

Segundo o Ministro Paulo Vannuchi  400 adolescentes e jovens estiveram presentes neste III Congresso. Eram adolescentes de 15, 16 anos, ...  do Uruguai, Argentina, Paraguai, Venezuela, Chile, África, ... organizados, advindos de várias instituições.  Conversei um pouco com alguns, após o encerramento do evento e perguntei para eles se acharam adequada a forma de encerramento do Congresso e emiti a minha opinião dizendo que o encerramento mostrou a contradição da proposta do Congresso e eles ficaram pensando sobre isso. Precisamos dialogar com as crianças e com os adolescentes e abrir os olhos deles quanto aos termos que os implementadores  da cultura da morte utilizam para seduzir e enganar crianças, adolescentes e jovens do mundo inteiro!  Maiores informações vejam no site: www.providafamilia.org.br

 

Será que os adolescentes, por eles mesmos, formariam este comitê, ou estão sendo "conduzidos" por adultos, do movimento da liberação sexual? Em meus estudos, tenho verificado que existe a pedagogia "queer", a pedagogia do movimento da desconstrução social que está ocupando o espaço que os pais deixam vazio, pois eles estão muito distantes do diálogo e educação dos seus filhos.  Ao longo dos anos, as crianças, os adolescentes e os jovens vêm sendo educados pelo movimento da desconstrução social, via mídia, internet e educação nas escolas, que têm adotado o desconstrucionismo como teoria e prática pedagógicas. Esta também é uma discussão que passa pelo campo político. Quem levou homens e mulheres para o mercado do trabalho e com que finalidades? Que interesses estão por trás da política da  "necessidade" que levam ambos os pais para o mercado de trabalho e quem acaba educando crianças e adolescentes? São os atores do projeto da NOVA ORDEM MUNDIAL, enquanto seus pais estão trabalhando e chegam muito cansados em casa, sem condições de dialogar com os filhos! O leque distribuído durante o evento era de um menino numa marionete com um dos desenhos da NOVA ERA no peito, em sua camisa. A Nova Era e Nova Ordem Mundial estão de mãos dadas no projeto de manipulação de vidas humanas.

 

A minha pergunta revela a afirmação de uma suspeita, ou seja, parece que os teóricos e teóricas do movimento da desconstrução social – 'queer', pessoas que se prostituem, inclusive os que vivenciam a homossexualidade estão emancipando as nossas crianças e adolescentes, pois a Andréia parecia íntima do CECRIA e o seu discurso foi o mesmo dos ativistas do movimento da liberação sexual (feminista e  gay), objeto dos meus estudos ao longo destes 10 últimos anos.

 

Observe você mesmo, leitor deste desabafo, e veja como algumas frases da Andrea reproduzem o discurso "queer", das agências da ONU para o controle de população. Ela repetia frases, parecendo ter sido treinada para falar neste evento. E o pior é que fizeram a cabeça dela de forma que ela reproduzisse o discurso e pensasse que este era dela mesma!  Segundo Andrea, os adolescentes:

  •  "...criaram um espaço para tratar dos seus direitos sexuais...;
  •  " ...só conseguirão  construir projeto se eles tiverem autonomia sobre o seu corpo e decisões";
  •  Pretendem " sensibilizar crianças e jovens no enfrentamento ...  perspectiva de juntar jovens...";
  •  "... pessoas mais velhas monopolizam o poder... adolescentes são sujeitos de direitos";
  • Reivindicam "falar a partir da vivência cultural de cada um ... raça gênero, orientação sexual";
  • "... construção coletiva dos jovens ...  participação articuladora na sociedade, comprometendo-se com a sua realidade sócio política e fazendo a sua diferença";
  • "... diferentes identidades de adolescentes e jovens';
  • Reivindicam "ser  sujeito político", querem  "o poder de fala" , querem "fazer um debate político" ;
  • Objetivam "articulação das redes. Criar um pensamento unificado ..."
  • Não querem " ser manipulados no processo, pessoas tomando decisões por nós..."
  • Desejam o "fortalecimento da autonomia dos adolescentes";
  • "a maioria dos adolescentes eram tutelados, ... eram manipulados pelos adultos";
  • "...querem se "envolver  com outras militâncias, feministas, gays, lésbica, raça, indígenas..."
  • "Efetivar o eixo juvenil de enfrentamento – jovens para avaliar o plano de execução nacional";
  • "...valorizar a juventude como construtora política de debates;
  • " Queremos sair da condição de sujeitos de análise para a de sujeito de direitos".

 

Perceberam que os adolescentes e os jovens neste Congresso foram bem instruídos, "treinados"  pelo movimento da desconstrução social 'queer' para darem o seu recado neste Congresso? Em diversos momentos recitaram, falaram, tinham sempre uma palavra final.  Não quero dizer que as crianças e os adolescentes não devam ser ouvidos, logicamente,  precisam. No entanto, não podemos negar que eles têm recebido ao longo do seu desenvolvimento uma educação pautada nos princípios do movimento da liberação sexual e não em valores morais, éticos, religiosos. Repetindo: a fala desta adolescente/jovem reproduziu o discurso político dos movimentos da emancipação sexual.

 

Perplexa com tudo o que tenho estudado, pesquisado e com o que eu ouvi da Andrea, duas ou três perguntas e colocações foram feitas depois, mas deixou-me pasma a da Sra. Regina Figueiredo, de  São Paulo, parecendo ser uma pessoa ligada ao Conselho Tutelar de sua cidade. Esta, declarou que,  "meninas de treze e quatorze paqueram adultos, assim como meninos gays paqueram homens mais velhos, ..." e por aí foi justificando a sua fala dizendo que " ... isto não pode mais ser considerado abuso sexual!" Esta senhora, assim como todo o movimento da liberação sexual, parece ter criado esta oficina para gerar novos valores sociais, novos conceitos e normas disformes, proposta do movimento da desconstrução social.  

 

Alguém solicitou a palavra sugerindo um debate e a moderadora disse que não havia mais tempo e encerrou a programação. Eu perdi a oportunidade de sugerir um debate informal, entre nós, participantes, pois, certamente, haviam pessoas inquietas e insatisfeitas no recinto, assim como eu.

               

SEGUNDA OFICINA: "Impacto da mídia, erotização precoce, novas tecnologias e a indústria de entretenimento".

 

Precisamos ressaltar os trabalhos sérios como os apresentados nesta oficina. Os preletores internacionais falaram muito bem. Destaco Lennard Reinius, Plan Internacional Suécia, que ressaltou a preocupação com a forma da mídia tratar do abuso e exploração sexual, minimizando os mesmos. É lógico que a mídia está treinada pelo movimento 'queer', Lennard! O representante da ECPAT, trouxe informações sobre a necessidade de se treinar os operadores da mídia de forma a colaborarem com o trabalho dos que combatem o abuso e a exploração sexual contra a criança e o adolescente. Já a americana Cordelia  Anderson, parecia ter visto as minhas palestras ou eu as dela sobre a "normalização" do abuso e exploração sexuais contra a criança e o adolescente. A Sra. Cordelia mostrou fotos de como a criança americana é vista como objeto sexual – não diferente do Brasil.  Após a fala da Sra. Cordelia, pedi a palavra e mostrei as cenas dos DVDs "Carnaval dos Baixinhos" e a música "Aula de Piano" do Vinicius de Morais e Toquinho,  no DVD "A Arca de Noé", onde parece fazer apologia ao abuso sexual quando o professor de piano faz um concerto de amor com a menininha no "só, fá ..." Perguntei aos preletores o que lhes parecia – eles ficaram impactados, especialmente com as imagens do DVD  "Carnaval dos Baixinhos" onde uma bebê aparece com calcinha fio dental e o bebezinho pelado olhando-a por trás. Nesta ocasião coloquei as minhas preocupações com o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes estimulada pelos cantores e compositores, a mídia televisiva, jornalística, outdoors, pornografia, e estímulos advindos do movimento da liberação sexual e seus projetos de leis, com o apoio do Governo brasileiro. Os preletores ficaram sem palavras.

 

Precisei sair antes do término desta oficina e a mídia americana me entrevistou e relatei as minhas preocupações, ampliando um pouco mais o meu discurso nesta oficina.

 

TERCEIRA OFICINA: "Combate ao Crime Organizado Internacional e o Enfrentamento da Exploração Sexual"

 

Também nesta oficina  embora não tenha atendido totalmente às minhas expectativas foi muito  boa. Ficaram restritos à capacitação dos atores no enfrentamento do abuso e exploração sexual da criança e do adolescente, ao treinamento de multiplicadores de informações, e também nos mostraram como a polícia vem atuando, via internet, para encontrar os pedófilos. Suas ações me pareceram restritas ao tratarem  do abuso como um crime somente do indivíduo e não social, como é minha visão. Aprendi no Curso de Especialização em Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica, na PUC-Rio e na minha especialização em Psicodrama,  que há uma linha tênue entre a violência doméstica e a social, como também entre a enfermidade individual, a familiar e a social. Porém, a nossa polícia e a sociedade está mais preocupada em prender indivíduos criminosos e não "grupos que promovem o crime organizado". Preocupam-se com o prender o pedófilo e não os estimuladores da pedofilia que ainda não têm uma só  face  para receber a devida sanção. Não percebem que eles refletem o sintoma grupal, a enfermidade social.

 

Nesta oficina, além da representante da INTERPOL, o Dr. Guilherme Dalpian, da Polícia Federal Brasileira, mostrou seriedade em seu trabalho. Vários policiais estiveram presentes. Nesta oficina, também levantei a questão da minha preocupação social mais ampla, com os movimentos sociais que promovem a liberação sexual, e que acabam contribuindo para que mais e mais pedófilos surjam neste contexto. Mostrei as mesmas figuras dos DVDs, hora em que se criou um burburinho na sala, mas os preletores disseram não ter legislação para combater tais imagens e não podem fazer nada quando a isso e se esquivaram de opiniões, possivelmente também pelo constrangimento quando pontuei o governo brasileiro como um dos possíveis incentivadores do abuso e exploração sexuais quando apóia e coloca no poder movimentos que visam a liberação sexual. No final do evento,  aproximei-me do Dr. Guilherme,  e este disse que fazia sentido tudo o que eu disse, no entanto, não haviam leis no Brasil para coibir tais imagens e nem para intervir em grupos sociais e só depois de existir a lei é que a polícia entra em ação.

 

 

URGE A NECESSIDADE DE PROJETOS DE LEIS

 

Precisamos criar projetos de leis para dar mais trabalho aos policiais e erradicarmos o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes e o tráfico de seres humanos, especialmente de mulheres. Primeiro, temos que construir projetos de leis, aprová-los e, posteriormente, colocar a polícia em ação. Há muito trabalho para os Excelentíssimos Senhores Senadores, Deputados Federais e Estaduais e Vereadores, para que possamos, verdadeiramente,  enfrentar o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes com seriedade no Brasil. Excelentíssimos  Senhores legisladores e assessores, mão à obra!

 

CONCLUSÃO

 

Para além de Projetos de Leis e sanções, a população brasileira precisa ser informada, conscientizada e ela mesma trabalhar para minimizar as mais diversas formas de abuso e exploração sexual das crianças e dos adolescentes. Temo que não haja espaço na cadeia para punir os incentivadores do abuso e da exploração sexual contra as crianças e os adolescentes. Os Projetos de Leis precisam ser mais educativos que punitivos e a Igreja do Senhor Jesus, precisa estar no comando destes projetos! Mais do que isso, precisamos orar para que o povo brasileiro seja alcançado pelo milagre da conversão ao Senhor Jesus! O milagre de uma experiência verdadeira com  JESUS CRISTO é muito mais que uma religião,  para encontrar  o verdadeiro sentido de vida! Então, será natural respeitar o próximo, especialmente as nossas crianças e adolescentes! Porém, é a própria igreja o maior campo missionário, pois quando lemos em II Crônicas 7:14 Deus fala para o seu próprio povo se arrepender dos seus pecados, pois só assim Ele sarará a nossa nação!

 

Rozângela Alves Justino

Secretária Geral do FENASP & Presidente da ABRACEH

 

 
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