O SR. RODOVALHO
(DEM-DF. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados, boa-tarde a todos.
Quero cumprimentar toda a Mesa Diretora, especialmente, com grande carinho e
admiração, o nosso querido Padre Jonas Abib - desculpe-me ousar da liberdade,
embora não nos conheçamos pessoalmente, mas sou de uma instituição evangélica,
admiro-o muito, assisto-o na televisão e acho que temos uma trajetória de
compromisso com o nosso País, com a nossa geração. Estou aqui hoje porque o
senhor e toda a equipe da Comunidade Canção Nova merecem esta homenagem que a
Câmara dos Deputados, por meio dos seus Parlamentares, presta ao senhor pelo seu
trabalho e a essa comunidade de brasileiras e brasileiros que lutam e acreditam
que um mundo melhor só com Deus no coração e o Senhor Jesus abrindo os nossos
caminhos. Parabéns, Padre Jonas e todos os seus colaboradores!
Saúdo também a Sra. Luiza Santiago, co-fundadora da Comunidade Canção Nova,
assim como meus amigos, irmãos e companheiros de luta neste Congresso Nacional,
os nobres Deputados Miguel Martini e Ricardo Tripoli, que pelejam muito conosco
na Comissão do Meio Ambiente.
Aproveito a oportunidade ainda para cumprimentar todos aqueles que aqui estão,
os líderes da Comunidade Carismática, da TV, do Sistema Canção Nova de
Comunicação. E não nos podemos esquecer do nobre Deputado Otavio Leite, que foi
um dos autores da proposição para a realização da sessão solene.
Quero dizer a todos aqueles que nos estão assistindo, pela televisão ou pela
rádio, que estou aqui hoje, num dia de muito trabalho em nossa agenda, porque a
Bíblia diz: "A quem honra, honra".
Padre Jonas e sua equipe, Sra. Luiza Santiago, representantes do Eto,
funcionários e trabalhadores, todos merecem esta homenagem.
Parabéns a todos pelo título Canção Nova. O Brasil tem cantado canções velhas,
canções que refletem tristeza e lamento. Temos um Brasil muito injusto. Nosso
País é maravilhoso, o mais rico em recursos minerais do mundo. O Brasil é de
gente trabalhadora - o brasileiro trabalha, em média, 48 horas semanais -, mas
65% da população está do lado de lá do muro da necessidade, da carência, da fome
e da desesperança.
O maior patrimônio que o brasileiro tem é a fé em Deus. Ando muito pelas
comunidades carentes. Sou muito amigo da comunidade católica do Distrito Federal
justamente por entender que no Congresso Nacional somos um só povo, temos uma só
visão, a do Reino de Deus. Temos, no nosso coração e na nossa mente, apenas um
modelo de sociedade, aquela em que Cristo Jesus é glorificado e o Evangelho é o
elemento principal.
Quero dizer a todos os senhores que, embora eu seja político, não tenho
esperança de que a política transforme o Brasil. Sou educador, formado em
Física, sou professor de Física, um cientista, tenho 20 anos de sala de aula em
universidade federal, sou especializado em ressonância eletromagnética nuclear,
mas não espero que a ciência transforme o homem e este País. No entanto, tenho a
esperança, aliás, a certeza, de que Deus e o Evangelho é que transformarão o
Brasil, o homem, Padre Jonas.
Quando ligo a televisão e vejo na Canção Nova o testemunho de alguém que era um
bandido, uma pessoa totalmente desviada, e hoje é um evangelista, uma pessoa que
prega o Evangelho, embora tenha passado pela cadeia, pergunto: quem faz isso?
Digam-me o nome do terapeuta que realiza um trabalho como este? Pergunto, como
professor universitário, que universidade fez um trabalho de recuperação desse
cidadão? Peço um nome, e ninguém encontra. Se perguntarmos o nome do trabalho de
evangelização que realiza essas obras no dia-a-dia, haverá centenas, milhares.
A esperança do nosso País é Deus, por meio da pregação.
Sei, Padre Jonas, que o senhor luta muito pela Canção Nova. A D. Luzia, o Edson,
toda a equipe lutam muito por patrocínio para sobreviver, porque televisão e
rádio custam muito caro. Hoje a TV, a comunicação moderna, é uma das
instituições mais caras que existem. Se Deus quiser, o acesso à comunicação
ficará um pouco mais fácil com a digitalização. Oxalá isso aconteça! Mas ainda é
um setor muito caro. É uma maneira de tocarmos a mente, darmos esperança aos
nossos jovens.
Às vezes, assistimos às redes abertas de televisão e vemos uma Copa do Mundo
patrocinada por um Velho Barreiro, álcool, bebida ou cigarros. Esses são os
patrocinadores do esporte, nos horários mais nobres da nossa TV. Estou falando
desta tribuna porque sou responsável, sou Deputado. Estou aqui porque tenho
paixão pelo meu País. Estou aqui porque tenho um sonho, tenho a esperança de
mudarmos esta Pátria, de lutarmos para que o Brasil se torne melhor para os
nossos filhos e netos.
Conheço a luta para se manter no ar uma TV. Sei da luta para se conseguir um
espaço, uma repetidora, uma rádio. Essa missão é como um parto de sangue que
cada um de nós, muitas vezes, tem de pagar, mas Deus nos chamou a esta missão. O
que posso dizer, como companheiro de luta, de evangelização e de paixão por este
País, é que continuem. Sigam em frente, ainda que com lágrimas, lutas e muitas
madrugadas sem dormir. Em muitos momentos, só os líderes que carregam, por assim
dizer, a arca nas costas é que sabem o sangue produzido nos nossos ombros.
As pessoas que estão do lado de lá são abençoadas.
Nossa missão é essa e não precisamos esperar
recompensa deste mundo, do lado de cá. A nossa recompensa é a coroa eterna, a
verdadeira vida que um dia teremos de prestar contas.
Parabéns, Padre Jonas! Parabéns Canção Nova, comunidade católica, Srs.
Deputados!
Mais uma palavra, antes de terminar: não desistam. O Brasil precisa de vocês.
Deus nos abençoe! (Palmas.)