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OPINIÃO

Discurso em plenário 30/11/2007

 
Publicada em [12/12/07] 

O SR. RODOVALHO (DEM-DF. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, boa-tarde a todos.
Quero cumprimentar toda a Mesa Diretora, especialmente, com grande carinho e admiração, o nosso querido Padre Jonas Abib - desculpe-me ousar da liberdade, embora não nos conheçamos pessoalmente, mas sou de uma instituição evangélica, admiro-o muito, assisto-o na televisão e acho que temos uma trajetória de compromisso com o nosso País, com a nossa geração. Estou aqui hoje porque o senhor e toda a equipe da Comunidade Canção Nova merecem esta homenagem que a Câmara dos Deputados, por meio dos seus Parlamentares, presta ao senhor pelo seu trabalho e a essa comunidade de brasileiras e brasileiros que lutam e acreditam que um mundo melhor só com Deus no coração e o Senhor Jesus abrindo os nossos caminhos. Parabéns, Padre Jonas e todos os seus colaboradores!


Saúdo também a Sra. Luiza Santiago, co-fundadora da Comunidade Canção Nova, assim como meus amigos, irmãos e companheiros de luta neste Congresso Nacional, os nobres Deputados Miguel Martini e Ricardo Tripoli, que pelejam muito conosco na Comissão do Meio Ambiente.
Aproveito a oportunidade ainda para cumprimentar todos aqueles que aqui estão, os líderes da Comunidade Carismática, da TV, do Sistema Canção Nova de Comunicação. E não nos podemos esquecer do nobre Deputado Otavio Leite, que foi um dos autores da proposição para a realização da sessão solene.
Quero dizer a todos aqueles que nos estão assistindo, pela televisão ou pela rádio, que estou aqui hoje, num dia de muito trabalho em nossa agenda, porque a Bíblia diz: "A quem honra, honra".


Padre Jonas e sua equipe, Sra. Luiza Santiago, representantes do Eto, funcionários e trabalhadores, todos merecem esta homenagem.
Parabéns a todos pelo título Canção Nova. O Brasil tem cantado canções velhas, canções que refletem tristeza e lamento. Temos um Brasil muito injusto. Nosso País é maravilhoso, o mais rico em recursos minerais do mundo. O Brasil é de gente trabalhadora - o brasileiro trabalha, em média, 48 horas semanais -, mas 65% da população está do lado de lá do muro da necessidade, da carência, da fome e da desesperança.
O maior patrimônio que o brasileiro tem é a fé em Deus. Ando muito pelas comunidades carentes. Sou muito amigo da comunidade católica do Distrito Federal justamente por entender que no Congresso Nacional somos um só povo, temos uma só visão, a do Reino de Deus. Temos, no nosso coração e na nossa mente, apenas um modelo de sociedade, aquela em que Cristo Jesus é glorificado e o Evangelho é o elemento principal.
Quero dizer a todos os senhores que, embora eu seja político, não tenho esperança de que a política transforme o Brasil. Sou educador, formado em Física, sou professor de Física, um cientista, tenho 20 anos de sala de aula em universidade federal, sou especializado em ressonância eletromagnética nuclear, mas não espero que a ciência transforme o homem e este País. No entanto, tenho a esperança, aliás, a certeza, de que Deus e o Evangelho é que transformarão o Brasil, o homem, Padre Jonas.


Quando ligo a televisão e vejo na Canção Nova o testemunho de alguém que era um bandido, uma pessoa totalmente desviada, e hoje é um evangelista, uma pessoa que prega o Evangelho, embora tenha passado pela cadeia, pergunto: quem faz isso? Digam-me o nome do terapeuta que realiza um trabalho como este? Pergunto, como professor universitário, que universidade fez um trabalho de recuperação desse cidadão? Peço um nome, e ninguém encontra. Se perguntarmos o nome do trabalho de evangelização que realiza essas obras no dia-a-dia, haverá centenas, milhares.
A esperança do nosso País é Deus, por meio da pregação.
Sei, Padre Jonas, que o senhor luta muito pela Canção Nova. A D. Luzia, o Edson, toda a equipe lutam muito por patrocínio para sobreviver, porque televisão e rádio custam muito caro. Hoje a TV, a comunicação moderna, é uma das instituições mais caras que existem. Se Deus quiser, o acesso à comunicação ficará um pouco mais fácil com a digitalização. Oxalá isso aconteça! Mas ainda é um setor muito caro. É uma maneira de tocarmos a mente, darmos esperança aos nossos jovens.


Às vezes, assistimos às redes abertas de televisão e vemos uma Copa do Mundo patrocinada por um Velho Barreiro, álcool, bebida ou cigarros. Esses são os patrocinadores do esporte, nos horários mais nobres da nossa TV. Estou falando desta tribuna porque sou responsável, sou Deputado. Estou aqui porque tenho paixão pelo meu País. Estou aqui porque tenho um sonho, tenho a esperança de mudarmos esta Pátria, de lutarmos para que o Brasil se torne melhor para os nossos filhos e netos.


Conheço a luta para se manter no ar uma TV. Sei da luta para se conseguir um espaço, uma repetidora, uma rádio. Essa missão é como um parto de sangue que cada um de nós, muitas vezes, tem de pagar, mas Deus nos chamou a esta missão. O que posso dizer, como companheiro de luta, de evangelização e de paixão por este País, é que continuem. Sigam em frente, ainda que com lágrimas, lutas e muitas madrugadas sem dormir. Em muitos momentos, só os líderes que carregam, por assim dizer, a arca nas costas é que sabem o sangue produzido nos nossos ombros.
As pessoas que estão do lado de lá são abençoadas.

Nossa missão é essa e não precisamos esperar recompensa deste mundo, do lado de cá. A nossa recompensa é a coroa eterna, a verdadeira vida que um dia teremos de prestar contas.
Parabéns, Padre Jonas! Parabéns Canção Nova, comunidade católica, Srs. Deputados!
Mais uma palavra, antes de terminar: não desistam. O Brasil precisa de vocês.
Deus nos abençoe!
(Palmas.)

 

 
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