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Igreja Lagoinha entra na luta contra à Pedofilia
 
Publicada
em [28/08/09]
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Antes que prossiga na leitura, pare por um
instante e conte conosco: 1 – 2
–3 – 4. Nesse exato momento, uma criança acabou de ser sexualmente abusada
no mundo. Só no Brasil, 165 crianças ou
adolescentes sofrem abuso sexual por dia, ou 7 a cada hora. E embora isso
não justifique o fato, num futuro não tão distante como se imagina, as
chances de cada uma dessas crianças se tornarem
um abusador em potencial são enormes: 50%. Os dados que acabou de ler não
foram inventados. Foram extraídos do manual Abuso Sexual – Manual sobre
crimes de abuso sexual infantil para promotores de justiça, elaborado pela
Procuradoria Geral da Justiça do Rio de Janeiro, de 2004, e de um relatório
de 2002 da então ONG (Organização Não Governamental) ABRAPIA (Associação
Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e a Adolescência). Ainda
que os dados não pareçam tão recentes (e hoje,a situação pode estar ainda
pior), tais números mostram uma nua, crua e terrível
realidade: estão acabando com nossas crianças e nossos adolescentes.
Mas a boa notícia é esta: este mal pode estar com os dias contados. Numa
iniciativa de somar esforços com todos que têm lutado para erradicar de vez
a praga da pedofilia, nesse mês de agosto, nossa igreja sediou um encontro
só para discutir o tema. E mais que um encontro apenas, o evento (promovido
pelo Ministério Centuriões do Templo, nos dias 7 e 8/8) foi um treinamento,
em que estiveram presentes não só pastores, líderes, obreiros e demais
envolvidos, como também o
Procurador da República Dr. Guilherme Schelb, a assessora jurídica da Frente
Parlamentar da Família e Apoio à Vida, do FENASP - Fórum Evangélico Nacional
de Ação Social e Política e conselheira do movimento ATINI-Voz pela Vida,
Damares Alves, e a Promotora da Vara da Infância e Juventude de Belo
Horizonte e também escrivã e delegada de polícia, Maria de Lourdes Santa
Gema.
Em pauta um único tema: a exploração e o abuso sexual infanto-juvenil. Em
específico, a pedofilia. Do conceito aos dados e estatísticas, até a formas
de enfrentamento, tudo fora abordado de forma clara e precisa, com um único
objetivo: a conscientização para a mobilização. E é nesse mesmo tom que cada
um dos pontos são abordados, com exclusividade, nas páginas do Atos Hoje.
Mais que o alarme, o que se pretende é o alerta, para que se faça algo
contra a pedofilia, tida como “a mãe do crime hediondo” pelo próprio senador
Magno Malta, Presidente da CPI da Pedofilia
no Brasil. “Meu sonho é ver as crianças e jovens livres da violência, sendo
preservados”, afirma o Dr. Guilherme Schelb. “Temos que entender que a
pedofilia é uma doença, um pecado e também um crime”, diz Damares, que
finaliza: “Se cumprirmos com o nosso papel, promoveremos a transformação,
pois ações geram mudanças.” (CC / EA / MF / VF – redacao@lagoinha.com.)
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