Mafra – Estão em liberdade desde o
dia 7 de agosto, os acusados de prostituição infantil, Lourival Lemos, de 55
anos e Eclaudinei dos Santos, também de 55. Os dois residiam e trabalhavam em
Mafra e foram presos na manhã de 23 de julho. A Polícia Civil chegou até Lemos e
Santos, após denúncias feitas pelo Ministério Público de Santa Catarina e
Conselho Tutelar da cidade de Rio Negro, as quais relatavam que a dupla
utilizava menores para a prostituição. Os adolescentes disseram à Polícia que
recebiam entre R$ 20 e R$ 50 para fazerem programas sexuais. Santos confessou o
crime.
Segundo o delegado da Delegacia de Proteção da
Mulher, Criança, Adolescente e Idoso, Paulo Campos dos Santos, a Polícia já
começou as investigações sobre as denuncias de Eclaudiney que apontou cinco
nomes de homens que também estariam envolvidos em ações de pedofilia. Para o
delegado Campos, até o momento, não há nada de concreto e as informações
prestadas por Eclaudinei podem não ser verídicas, mas as diligencias continuam.
“Pouco procede as informações, talvez ele (Eclaudinei) esteja tentando
despistar”, salientou o delegado.
A dupla foi presa em cumprimento aos Mandados de
Prisão Preventiva, expedidos pela 1ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Mafra,
mas como se trata de pedofilia e foram encaminhados para o presídio de
Curitibanos, onde há espaço especifico para receber homens que mantiveram
relações sexuais com crianças e adolescentes, ficando nesse município por uma
semana. Foram libertados devido a uma posição do Ministério Público que entendeu
que os réus não eram perigosos e não tinham antecedentes criminais. “Eles estão
em liberdade provisória porque o Ministério Público manifestou pela revogação da
prisão
No depoimento de dez menores envolvidos, eles
disseram que eram assediados pelos dois homens com propostas de manter relações
sexuais mediante pagamento de dinheiro e na ocasião Eclaudinei disse à imprensa
que entregaria para o delegado, a lista com nome de outras pessoas envolvidas em
ações de pedofilia.
Internet
A Polícia Federal de Joinville deflagrou na
segunda-feira) a Operação Netsafer com o objetivo de reprimir a pornografia
infantil pela internet. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão –
dois em Joinville, um em Jaraguá do Sul e um em Canoinhas.
Computadores foram recolhidos pelos policiais e serão periciados. Segundo a PF,
alguns computadores apresentaram sinais de formatação, o que pode indicar
tentativa de destruição das provas.
O objetivo da polícia é encontrar arquivos
digitais com imagens, fotos e vídeos. Segundo a investigação, era por meio
destes equipamentos que os criminosos divulgavam imagens pornográficas de
crianças.
A polícia não informou detalhes como os nomes dos
suspeitos, nem os locais onde foram feitas as apreensões. Apenas garantiu que as
investigações vão continuar. A pornografia infantil é crime previsto no Estatuto
da Criança e do Adolescente. As penas vão de um a seis anos de prisão. Por
enquanto, ninguém foi preso.
Em Mafra, o delegado Paulo Campos disse que a
população precisa denunciar atos abusivos contra crianças e adolescentes e que
em Mafra não há informações sobre uso da internet com divulgação de imagens
sexuais de menores. “Se houver algo precisa ser denunciado”, salienta.
Diário de Riomafra