Fenomenal
resistência de minoria cristã pobre do Brasil emperra avanço de várias ameaças
da agenda gay subsidiadas pelo governo Lula
Postada em:
sexta-feira, 21 de agosto de 2009 15:27h
(Por Julio
Severo) - Barack Obama, o aspirante a Anticristo, mal entrou no governo dos EUA
e já está avançando leis anti-“homofobia”.
Há anos, Lula vem tentando avançar essas leis no Brasil, com a ajuda de muitos
grupos homossexuais que recebem treinamento e dinheiro de poderosas organizações
dos EUA, mas ele está tropeçando em dificuldades por causa de uma oposição bem
pequena. Por que Obama, em tão curto tempo, está tendo mais sucesso do que Lula?
A oposição a essas leis no Brasil e nos EUA vem sendo feita por cristãos
conservadores. A diferença é que, enquanto os cristãos conservadores dos EUA
contam com numerosos grupos pró-família muito bem financiados, a mobilização
cristã brasileira mais parece um bando de gente que saiu da Guerra dos Farrapos.
Eles não têm recursos, não tem emissoras de TV, etc.
Isso não significa que no Brasil não há grupos cristãos fortes e muito bem
financiados. A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) tem vastos recursos
financeiros, rádios e muitas emissoras de televisão, inclusive a Record, o
segundo maior canal de TV do Brasil. Há também a Igreja Renascer em Cristo e
muitas outras denominações com canais de TV. O denominador comum dessas
poderosas organizações evangélicas é o apoio ao mesmo governo que vem promovendo
o aborto e o homossexualismo.
A pequena mobilização cristã no Brasil não conta com nenhuma organização
poderosa e ainda tem de enfrentar o governo Lula, a mídia esquerdista, os
evangélicos e católicos progressistas e a omissão da vasta maioria dos líderes
cristãos que prefere não falar publicamente contra as políticas pró-aborto e
pró-homossexualismo do governo.
O único recurso da minoria cristã ativa é a oração e ação.
Os poderosos
Diante das ameaças da agenda gay no Brasil, onde estão os poderosos líderes
evangélicos? Os poderosos estão com os poderosos. Não é por acaso que a
inauguração da Record News teve o comparecimento do “poderoso” Lula, que queria
estar junto com o “poderoso” Bispo Edir Macedo, fundador da “poderosa” IURD. Os
poderosos agradam aos poderosos.
Nas eleições presidenciais passadas, líderes da IURD apoiaram Lula, e por sua
vez Lula os apoiou. Eles são aliados.
Por isso, Lula, cujo governo é abertamente pró-aborto, pró-homossexualismo e
pró-socialismo, se sente à vontade com a TV Record, que está numa firme campanha
a favor do aborto. Em entrevista à revista Veja, o Bispo Honorilton Gonçalves, o
homem forte da IURD responsável pela Record, revelou o motivo por que a Record
defende o aborto.
Revista Veja:
“Recentemente, a Record
assumiu publicamente a posição pró-aborto — que coincide com a visão da
Universal sobre o tema. Por que adotar essa posição?”
Bispo Gonçalves:
“Foi uma orientação
direta do senhor Edir Macedo, que nos pediu que conscientizássemos a sociedade
da importância de a mulher poder decidir sobre o seu próprio destino”.
Mais tarde, o próprio Bispo Macedo se pronunciou no jornal Folha de S. Paulo.
Folha de S. Paulo:
Em sua biografia, o sr. defende o aborto. Atualmente, a Record e a Record News
exibem campanha pelo aborto. Por quê?
Bispo Macedo:
Sou favorável à
descriminalização do aborto por muitas razões…
Com essa mesma base “moral”, Macedo recentemente levantou a acusação de que
“muitos ‘cristãos’ têm tratado os homossexuais como os leprosos do passado”. No
que se refere ao Evangelho, os cristãos condenam o pecado, mas não o pecador. No
que se refere às suas responsabilidades sociais, eles divulgam para a sociedade
a condenação divina ao homossexualismo, e por causa disso eles mesmos são
condenados pelos ativistas gays e pela sociedade como condenadores de
homossexuais. E agora Macedo se junta ao coro social e gay, fazendo a comparação
de homossexuais e leprosos, como se fossem iguais.
Será que Macedo viu “muitas” igrejas cristãs enxotando “muitos” homossexuais?
Talvez ele tenha visto “muitos” cristãos se afastando de homossexuais se
beijando mutuamente em público. Ou talvez os “muitos” cristãos sejam, de acordo
com a opinião “moral” dele, a mobilização cristã contra o PLC 122 e outros
projetos de lei anti-“homofobia”…
Enfim, será mesmo que os homossexuais de hoje são como os leprosos do passado?
“A lepra é um direito
humano inalienável!”
Talvez Macedo não saiba, mas os leprosos do passado não tinham nenhuma liberdade
de realizar imensas paradas do “orgulho leproso”. Eles também não podiam se
beijar publicamente e pressionar as câmaras municipais, as assembléias
legislativas e o Congresso Nacional em favor de leis contra a “leprofobia”.
Não havia nenhuma lei de combate à “leprofobia” para combater os “leprófobos” e
não havia nenhum dia da visibilidade dos leprosos. Não havia também meios para
processar os sacerdotes que dissessem qualquer coisa negativa contra a lepra.
Os leprosos não tinham nenhuma liberdade de se manifestar em rádios, TVs,
jornais e revistas dizendo: “A lepra é um direito humano! A lepra é um estilo de
vida normal. Tenho o direito de ser leproso, pois nasci assim!”
Pobres ativistas homossexuais de hoje! Eles também não têm nenhum desses
direitos!
O Bispo Macedo não é bobo — no sentido puramente secular. Ele é esperto — no
sentido puramente secular. Ele sabe — ou deveria saber — que quem ordenou o
isolamento social dos leprosos no Antigo Testamento foi Deus, não os religiosos
do passado. E Deus só quebrou esse isolamento quando Jesus tocou os leprosos.
Deus ordenou o isolamento, e ele mesmo o quebrou para trazer cura.
Qual é então a motivação de Macedo em sua comparação de homossexuais com
leprosos?
Agradando aos
poderosos
Ele sabe que duas importantes questões para o governo Lula, para a elite social
e para o próprio governo mundial são o aborto e o homossexualismo. Quem favorece
essas duas questões recebe os favores do governo Lula. Quem favorece essas duas
questões recebe os favores da elite social, do governo de Obama, da ONU, etc.
Ainda mais quando a IURD periodicamente enfrenta escândalos seriíssimos, nada
melhor do que agradar à elite social para abafar debaixo do tapete suas
“inconveniências” e escapar das covas de escândalos e corrupções.
Foi-se o tempo em que aqueles que tinham o título de “grandes homens de Deus”
confiavam em Deus para sair da cova dos leões.
Daniel escapou da cova dos leões por causa da sua integridade diante de Deus,
principalmente integridade espiritual e financeira. Hoje, os “grandes homens de
Deus” saem das covas dos leões — covas de escândalos e corrupções que eles
mesmos cavaram com sua falta de integridade — agradando aos poderosos.
A aprovação do aborto e do homossexualismo desagrada aos poderosos — inclusive
muitos poderosos religiosos.
O que fazer então nesse clima político, social, cultural e religioso de
hostilidade às posições bíblicas contra o pecado?
O cristão passivo
diante do avanço do mal na sociedade
Os cristãos ingênuos têm uma resposta “espiritual” para esses desafios: Eles
simplesmente se abstêm de agir e expressar as posições bíblicas. Imagine um
desses cristãos lá na Alemanha nazista comentando com outro na rua: “Irmão, não
se revolte nem reaja contra o mal que você está vendo na sociedade nazista.
Lembre-se: nosso destino é o céu e não devemos nos preocupar com as coisas daqui
da terra. Vamos orar por Hitler, pois ele precisa de salvação. Vamos orar pelos
nazistas, pois eles precisam de salvação. Vamos orar pelos judeus perseguidos
também. Nossa missão é apenas orar. Nada mais”.
A Alemanha nazista, cuja cúpula política era composta majoritariamente de
violentos fascistas homossexuais, era uma sociedade onde a eutanásia, o aborto,
o evolucionismo e outras perversidades eram ativamente promovidos, diante da
passividade da esmagadora maioria dos cristãos alemães.
Passividade não é chamado para nenhum verdadeiro cidadão do Reino de Deus.
Passividade não é o meu chamado. Sou um intercessor firme há mais de 20 anos.
Sei por experiência própria que primeiro Deus nos chama para a oração e depois
para a ação.
A quem agradar?
Orações que não levam à ação espiritual são rezas religiosas vazias, sem poder
para influenciar a própria vida ou a nação.
Por isso, não sou apegado a rezas, mas apegado ao Deus todo-poderoso através da
oração e leitura da Palavra de Deus.
Desagradando aos poderosos, que querem impor o “casamento” homossexual e outras
loucuras homossexuais na sociedade, eu falo o que Deus fala sobre
homossexualismo.
Desagradando aos poderosos, que querem impor uma normalidade homossexual
totalmente antinatural e criminalizar toda tentativa de ajudar as pessoas que
querem sair do homossexualismo, eu falo que Deus tem cura, esperança e
libertação para todos, inclusive para quem está no homossexualismo.
Como então explicar que uma minoria cristã pobre está conseguindo barrar várias
ameaças da agenda gay no Brasil?
O grande milagre brasileiro está sendo possível não por causa dos religiosos
poderosos, mas por causa daqueles que, mesmo desagradando aos poderosos, querem
agradar apenas ao Todo-poderoso.
Fonte:
www.juliosevero.com