Cerca de 25%
dos 33 milhões de usuários da internet no Brasil estão na faixa dos 12 aos 19
anos, segundo pesquisa do Ibope/NetRatings. O levantamento indica que o lar é o
principal local de uso da web por esses adolescentes. Por isso, pai e mãe
precisam conhecer algumas dicas para proteger os filhos de perigos como assédio
sexual e pedofilia.
Segundo a
especialista em psicopedagogia Cláudia Christ, com esta realidade ganha
importância o papel dos pais no cuidado com os tipos de conteúdo acessados pelos
jovens. "Antes mesmo de definir quais regras aplicar para evitar que os usuários
mirins exagerem na quantidade de horas de navegação e acabem expostos aos riscos
virtuais, é preciso responder uma questão essencial: você realmente sabe o que
seu filho vê e faz na internet?".
"Para evitar
que o bem-estar dos filhos seja ameaçado, muitos pais optam por instalar em suas
máquinas os chamados filtros de acesso. A medida é válida, mas não pode e nem
deve substituir o diálogo", aconselha a educadora. Segundo a especialista, as
crianças e os adolescentes devem entender que no meio on-line, assim como nas
ruas, existem diversas armadilhas à segurança.
Entre as dicas
está a de manter o computador em uma área de circulação da casa, como a sala ou
escritório, em vez do quarto. "Além de evitar que seu filho passe horas isolado
na frente do micro, isso permite que os pais se aproximem da criança com mais
facilidade e compartilhem com ela informações sobre os tipos de sites e
bate-papos acessados sem que isso seja entendido como invasão de privacidade",
comenta Cláudia Christ.
Outra
indicação da educadora é mostrar às crianças que a internet é apenas mais uma
opção de lazer e educação entre várias — e não a principal ou a única. Na
opinião da especialista, é essencial observar que a web não deve substituir
opções de interação social no ambiente off-line.
Fonte: Jornal
Agora